PROJETO TODAS PELO CICLO

Menstruar não deveria custar o futuro de ninguém.

Nem

Estamos construindo o primeiro Sistema Menstrual Regenerativo do Brasil.

Um modelo que torna a dignidade menstrual uma solução que gera impacto social, ambiental e econômico ao mesmo tempo.

Nosso projeto piloto será implementado na maior comunidade indígena urbana do Brasil, em Manaus, para demonstrar que é possível garantir dignidade e saúde menstrual sem aumentar o passivo ambiental da Amazônia.

Porque cuidar das pessoas também significa cuidar dos territórios onde elas vivem.

O desafio

Quando a dor menstrual impede uma menina de permanecer na escola, educar sobre saúde menstrual deixa de ser apenas uma ação de conscientização e passa a ser uma estratégia de permanência escolar.

Todos os meses, milhares de meninas brasileiras enfrentam dores intensas, vergonha, falta de informação e dificuldades de acesso a produtos adequados de higiene menstrual. O impacto vai além da saúde: compromete a aprendizagem, a autoestima e o direito à educação.

No Brasil:

4 em cada 10 meninas faltam à escola todos os meses por sintomas menstruais.

Até dois dias de aula podem ser perdidos por mês em decorrência desses sintomas.

4 em cada 5 meninas chegam à primeira menstruação sem se sentirem adequadamente informadas sobre as mudanças que estão vivendo, que geralmente ocorre entre 10 e 13 anos de idade.

Cerca de 4 milhões de meninas sofrem com pelo menos uma privação de higiene nas escolas (acesso a absorventes e instalações básicas tais como banheiros e sabonetes).

Fonte: Alana e Instituto Equidade.info, 2026; Ministério da Saúde, 2024.

Mas existe uma contradição.

Um único absorvente de plástico pode permanecer no ambiente por mais de 800 anos.

Então, se uma menina utiliza, em média:

240 a 300 absorventes descartáveis por ano

cerca de 2,25 kg de resíduos menstruais por ano

Em apenas dois anos, isso representa aproximadamente 4,5 kg de resíduos por pessoa.

Aterro sanitário de Manaus

Quando multiplicamos esse número por centenas ou milhares de meninas e mulheres, percebemos que combater a falta de acesso e educação menstrual também exige pensar no destino desses resíduos.

Foi dessa reflexão que nasceu o Sistema Menstrual Regenerativo.

O primeiro Sistema Menstrual Regenerativo

Estamos desenvolvendo o primeiro piloto brasileiro de um Sistema Menstrual Regenerativo. Um modelo replicável que integra dignidade menstrual, educação e saúde, e responsabilidade ambiental em três dimensões inseparáveis:

Sistema Menstrual Regenerativo

Educação e Saúde

Regeneração Ambiental

Dignidade

Autonomia

Menos resíduos

Sistema Menstrual Regenerativo do Brasil

Dignidade

Educação e Saúde

Autonomia

Regeneração Ambiental

Menos resíduos

Acesso

Objetivo

Garantir proteção menstrual contínua durante dois anos.

Ações

Resultados esperados

Educação e Saúde

Objetivo

Promover conhecimento para que meninas e mulheres compreendam seus corpos, vivenciem seus ciclos com mais autonomia e reconheçam sinais de alerta relacionados à saúde menstrual.

Ações

Resultados esperados

Regeneração Ambiental

Objetivo

Reduzir o impacto ambiental associado à menstruação e fortalecer práticas comunitárias de gestão responsável dos resíduos.

Ações

Resultados esperados

* estimativa calculada a partir da substituição estimada de aproximadamente 550 mil absorventes descartáveis por tecnologias menstruais reutilizáveis ao longo de 24 meses, utilizando fatores de emissão reportados em estudos de Avaliação do Ciclo de Vida (LCA).

Acreditamos que a dignidade e a saúde menstrual podem promover regeneração social, ambiental e econômica. Quando uma menina tem acesso a produtos adequados, conhecimento sobre seu corpo e soluções que respeitam o território onde vive, ela ganha autonomia, sua comunidade reduz resíduos e o planeta também se beneficia.

Macro Meta

Ao longo de dois anos, o Sistema Menstrual Regenerativo pretende demonstrar que é possível promover dignidade menstrual na Amazônia sem ampliar o passivo ambiental da floresta.

A iniciativa deverá:

Beneficiar aproximadamente 1.100 meninas e mulheres com autonomia menstrual

Substituir cerca de 550 mil absorventes descartáveis

Evitar aproximadamente 5 toneladas de resíduos, incluindo 1,8 tonelada de plástico e quase 300 kg de polímeros superabsorventes (SAP)

Evitar aproximadamente 11,7 toneladas de CO₂ equivalente (CO₂e)*

Gerar uma economia estimada entre R$400 mil para as famílias;

Produzir evidências para a criação de um modelo replicável de dignidade menstrual sustentável em territórios vulnerabilizados.

Por que começamos na Amazônia?

Porque as soluções mais inovadoras costumam nascer onde os desafios são maiores.

O Sistema Menstrual regenerativo do Projeto Todas Pelo Ciclo foi construído em parceria com lideranças jovens de Manaus — estudantes de até 17 anos que decidiram enfrentar um problema vivido por meninas de suas próprias comunidades.

Antes de qualquer proposta, ouvimos. Visitamos territórios. Conversamos com lideranças indígenas, educadoras e moradores.

Entendemos que nenhuma solução seria efetiva se fosse construída de fora para dentro. O Sistema Menstrual Regenerativo nasce desse processo de escuta, participação e co-criação.

Nosso objetivo é que esse piloto se torne um modelo replicável para comunidades de todo o Brasil.

Um piloto para transformar políticas públicas

Um Sistema concebido para gerar evidências

Ao monitorar indicadores sociais, ambientais e econômicos ao longo de dois anos, queremos demonstrar que políticas de dignidade e saúde menstrual, podem integrar as dimensões mais importantes da vida, trazendo benefícios que vão muito além da distribuição de absorventes de plástico

Nosso foco é oferecer um modelo replicável para escolas, comunidades, organizações e governos interessados em construir soluções mais eficientes, sustentáveis e adaptadas aos diferentes territórios do Brasil.

Faça parte dessa transformação

Quando você apoia o Todas Pelo Ciclo, está ajudando a construir um novo modelo de dignidade e saúde menstrual para o Brasil.
Um modelo que promove a educação, a saúde, protege ecossistemas sensíveis e fortalece comunidades.

Porque menstruar não deveria ser um agravante social nem ambiental. Deveria ser apenas parte da vida.